sábado, 24 de julho de 2010

Alívio!!!!

Esta semana foi muito agitada...tantas coisas para serem organizadas, férias, Maria Eduarda querendo atenção 24 horas....e o coração saltando pela boca...na verdade aquele problema me deixou muito desestruturada, mas, decidi colocar um final naquela angústia, aceitei que errei, mas tenho plena consciência que acertei também, mas a vida é assim mesmo, feita de erros e acertos, acredito muito nas forças invisíveis que movimentam o mundo, e sei que muitas energias negativas foram embora junto com todas as tralhas que resolvi finalmente eliminar, tantos papéis sem uso, que em função de anos sempre acumulei, sabia que não serviriam para nada mesmo assim guardava, joguei fora, e me senti aliviada...agora penso em renovação...estou muito feliz....


quinta-feira, 1 de julho de 2010

Linda música... Seu olhar

Temos rotas a seguir
Podemos ir daqui pro mundo
Mas quero ficar
Porque
Quero mergulhar mais fundo

Só de me encontrar
Em seu olhar
Já muda tudo
Posso respirar você
Eu posso te enxergar
No escuro

Tem muito tempo na estrada
Muito tem
E como quem não quer nada
Você vem
Depois da onda pesada
A onda zen
É namorar na almofada
E dormir bem

Foi o seu olhar
O que me encantou
Quero um pouco mais
Desse seu amor



Lindo poema de Seu Jorge
Para pessoas sensíveis

terça-feira, 18 de maio de 2010

Princípios...

Olho a criança dormindo e penso: como os anos passam rápido...ontem mesmo era tão pequena, um anjo, e continua sendo um anjo a guiar-me pelos seus pensamentos tão dóceis e ingênuos...seus questionamentos são puros, assim como seu olhar é puro...me sinto plena posso saber que um dia ela morou dentro de mim...somos unidas até hoje por uma força tão cheia de vida...a mesma união que ainda me une a mamãe e minha avó, mulher forte, descendente de espanhóis, filha da segunda guerra mundial, que a beira de seus oitenta e quatro anos ainda consegue guiar a sua velha máquina de costura Vigorelli, fazendo consertos, remendos nas roupas dos amigos e das crianças que arrastam seus joelhos por aí. sempre está ela lá a bisa, ou Dona Maria, ou Tia Lia, com seus remendos e biscoitos de polvilho ou sesu bolinhos de chuva, é loira como os nórdicos é sensata como se ainda tivesse os mesmos dezoito anos de quando se casou com vovô descendentes de sírios, também filho da segunda guerra, homem bonito olhos verdes, humor temperamental, que já nos deixou no ano em que minha jóia nasceria, em seu leito eu disse: vô estou grávida e me lembro como se fosse hoje que uma lágrima escorreu pelo seu rosto moreno, foi a expressão que ele conseguiu me passar naquele momento e que até hoje guardo em meu coração...e papai homem sério de poucos palavras, mas, de um vocabulário vasto, metódico, leitor assíduo, religioso, meu mestre, discreto ao extremo, de sua boca nunca ouvi em meus trinta e oito anos uma palavra vulgar sequer, exemplo de vida a ser seguido e copiado...e sua progenitora mulher de palavras dóceis, de riso fácil, de andar manso, de muitas jóias, acho que minhas escolhas de adornos têm muito a ver com este comportamento, que talvez eu tenha herdado dela, me lembro de seus cordões, de seus anéis...as vezes me pego pensando neles, que são pessoas especiais uns já partiram e outros ainda bem são protagonistas de minha vida, que é bela, que floresce, que se renova sempre...obrigada por existirem

quarta-feira, 14 de abril de 2010

TPM....

Biologicamente os hormônios falam, e os meus estão à flor da pele, alunos, sim , são sempre eles que deixam maravilhada e outras vezes com vontade de nem sei fazer o quê, mas, que me surpreendem a cada dia. Estava eu fazendo a entrada dos alunos da escola em que sou coordenadora, sem permitir que eles fizessem qualquer tipo de infração,( risos) fico no portão central e os vigio literalmente até a subida para o andar de cima onde estão as salas de aulas, quando uma voz me pergunta bem baixinho - Dona erika, sim é assim que eles se dirigem a mim... e eu meio sem paciência digo pode falar, o garoto em meio ao seu aparelho auditivo diz - Posso beber água?? E eu mantendo a rigidez, dei-lhe a resposta, Claro que não, você veio da sua casa agora, porque não bebeu água em casa?? E ele , mais uma vez em meio ao seu aparelho auditivo me disse, na minha casa não tem nem água, minha mãe não tem dinheiro para pagar a conta... me desconcertei, e pensei, malditos hormônios que me fizeram agir desta maneira, olhei em direção ao banheiro e disse, beba a sua água, você merece...levei um tapa da vida, mas, sei que não foi culpa dos hormônios, a culpa foi minha que falei sem pensar, vivendo e aprendendo...e desta vez aprendi com alguém muito mais novo que eu...
:) bjoss